quinta-feira, 11 de maio de 2017

Reprimindo o Arco-Íris

Uma canção que tenho muito orgulho, um xodo meu. Fiz ela por inspiração e em homenagem a um amigo meu chamado Eduardo Rodriguez. Ele é politicamente muito ativo. Nossas conversas, junto com Marçal Williams, me inspiraram e motivaram a escrever a música. Aliás, eles foram os vocais na gravação. A gravação ocorreu no inicio dos anos 2012, suponho.

Aulus Ferreira (Eu), Marçal Williams e Eduardo Rodriguez



Reprimindo o Arco-Íris

Passos com calçado velho 
Pisando sobre o asfalto frígido 
Orgulho de uma gente forte 
Zombados por aqueles 
Que tem a voz e o poder 
  
Quem foi que disse que é teu? 
O suor que escorre de nós 
Quem foi que disse que é teu? 
O amor que existe entre nós 
Quem foi que disse que é teu? 
  
Placas sem silêncio à óleo 
Contestam essa imensidão 
Que habita esses bolsos ralos 
Daqueles que não estendem a mão 
E nem querem saber 
  
Quem foi que disse que é teu? 
O suor que escorre de nós 
Quem foi que disse que é teu? 
O amor que existe entre nós 
Quem foi que disse que é teu? 
  
Jatos d'agua ainda insistem 
Calar os que não desistem 
Em desfazer essa trama ilógica 
E abrir todas essas portas 
E fazê-las florir 
  
Quem foi que disse que é teu? 
O suor que escorre de nós 
Quem foi que disse que é teu? 
O amor que existe entre nós 
Quem foi que disse que é teu? 
  
As cores que pintam os rostos 
Refletem todo o desgosto 
Tu sabes que a luta é injusta 
Mas desistir não é conduta 

quinta-feira, 13 de abril de 2017

Semana [Santa]

A semana [santa] está aí, e nela, comemora-se a [paixão,] morte [e ressurreição] de Jesus Cristo. Deixemos de lado a parte fantástica que envolve a vida desse homem [ou mito] influente. Sabemos que ele fora morto por aterrorizar a elite local, já que seu ideal de uma sociedade igualitária, baseada na ajuda mútua e na distribuição de bens, incomodava muito. Assim, acima de tudo, pra época, ele era um criminoso, e ouso dizer que da pior espécie, a ponto da sociedade local escolher soltar um simples ladrão ao invés dele, condenando-o à pena capital. Ante isso, você, meu amigo e amiga que fazem parte dos mais de 86% da população brasileira que acredita em Jesus Cristo como seu salvador e modelo de vida, saiba que é o momento ideal para refletir sobre posicionamentos como “bandido bom é bandido morto”, criminalização dos movimentos sociais, chamar de vagabundo aqueles que lutam e acreditam na reforma agrária, apoiar a prisão e tortura de manifestantes, dentre outros absurdos que nossa sociedade extremamente polarizada propiciou a brotar. Pois, é neste [s] contexto [s] que, certamente, seu Jesus [Salvador] iria ser crucificado na nossa atual sociedade brasileira. Na luta por um país mais justo e igualitário.